Guia do profissional de TI para obter um excelente áudio corporativo

Tudo que você precisa saber para oferecer una experiencia com áudio incrível. 

Toda comunicação é interrompida se o áudio for incompreensível. Seja em uma sala de reuniões, em um centro de treinamento ou em espaços de colaboração espalhados por um edifício, instalações de áudio corporativo de má qualidade são fontes comuns de reclamações e frustrações. Problemas como mau funcionamento de equipamentos e erros de usuários podem ser solucionados, mas um som sujo e confuso é algo muito mais complexo e constrangedor para quem está à frente do departamento de TI.

Vamos começar esclarecendo o que queremos dizer com “áudio excelente” em situações corriqueiras como teleconferências e reuniões. A intuição sugere que uma abordagem no estilo “o que você vê é o que você tem” deveria funcionar. Basta captar e reproduzir as fontes de som da empresa com precisão, e tudo vai funcionar. Certo?

Infelizmente, não é bem assim que funciona.

Excelente áudio corporativo vs. Excelente som de música ao vivo

O que define um áudio excelente depende da situação e do contexto. Por exemplo, música e fala têm diferentes exigências. Na música, um som excelente tem a ver com fidelidade, mas quando vamos para o campo da fala, um ótimo som é simplesmente uma questão de compreensão, ou de inteligibilidade. Um sistema de som projetado para maximizar um determinado tipo de uso costuma ser problemático para o outro.

Em um ambiente corporativo, a inteligibilidade da fala é algo fundamental. Se o ouvinte não puder entender o que estão falando, a reunião ou a teleconferência se tornará ineficiente e não gerará muitos resultados.

Todos já passamos por problemas relacionados com a inteligibilidade da fala. O exemplo mais frequente é falar em um local barulhento, como um restaurante cheio com música ambiente, ou um espaço com muita reverberação, como um templo ou igreja com teto alto e paredes reflexivas. É muito comum que espaços de reunião e conferência tenham superfícies extremamente reflexivas como concreto, vidro e quadros brancos, o que gera muita reverberação e reduz a clareza. De forma semelhante, sons ambientes indesejáveis presentes na sala também podem ser um problema.

A inteligibilidade da fala — a capacidade de o ouvinte compreender claramente o que é falado — requer que o som direto (neste caso, a palavra falada) se sobreponha a outros sons não desejados, sejam eles ambientes (sistemas de ventilação, ruídos de projetor etc.) ou provenientes de reflexão (reverberação da sala). A boa notícia é que pode ser bastante útil saber como otimizar a implementação dos elementos do sistema, como microfones.

Noções básicas de microfones para conferências

Vamos nos concentrar em uma das situações mais difíceis: áudio para videoconferências, em que o som da sua sala local é ouvido por participantes distantes. Na maioria, os sistemas de teleconferência — seja uma solução computadorizada com um só microfone como Skype For Business, Webex ou LinkedIn, ou um sistema com várias entradas para envolver diversos locais ao mesmo tempo — incorporam um codec de áudio digital, geralmente com um processador de sinal digital (DSP) que inclui cancelamento de eco acústico (AEC) para proporcionar uma comunicação sem falhas. Mesmo suavizando esses fatores, os sistemas de teleconferência continuam sujeitos a problemas de áudio, como ruído e reverberação da sala.

No início da sua teleconferência, verifique com os participantes distantes se eles conseguem ouvir claramente seu som local. Se a qualidade geral estiver oca, abafada ou confusa, é provável que o problema esteja nos sons indesejáveis. Felizmente, você pode tomar algumas medidas para combater isso.

Distância crítica

Vamos começar com o conceito de distância crítica, que é a distância entre a fonte de som e o microfone na qual o som direto (a fala) e o som ambiente se igualam em volume. Para obter inteligibilidade, é fundamental que a distância entre o microfone e a pessoa que fala seja bem menor que a distância crítica. Quanto maior for a quantidade de sons ambientes indesejáveis na sala, menor será a distância crítica. Para saber mais sobre distância crítica, confira a explicação da nossa equipe de suporte de produto nesta seção de perguntas frequentes.

Padrões polares unidirecionais

Uma das melhores formas de reduzir sons indesejáveis é utilizar microfones com padrão polar unidirecional, por exemplo, microfones cardioides (captação em forma de coração) e supercardioides. Esses equipamentos são mais sensíveis ao som emitido à sua frente do que a sons presentes em sua parte traseira.

Ao falar de frente para um microfone unidirecional, gire lentamente o equipamento 180 graus e você notará que ele vai captar cada vez menos a sua voz. Esse efeito é intencional. Se utilizados da forma adequada, os microfones unidirecionais podem reduzir a captação de ruído ambiente gerado por reflexos da sala, além do burburinho presente no espaço, ruídos de ventilador etc. Como regra geral, busque padrões polares mais restritos para espaços acústicos difíceis. Nesses casos, microfones omnidirecionais não são recomendáveis.

O formato do microfone

Depois de ter escolhido um padrão polar adequado, chega o momento de decidir qual o formato mais indicado. Para obter máxima inteligibilidade, o ideal é que o microfone esteja posicionado o mais perto possível da boca de quem fala. Microfones headsets são perfeitos para essa tarefa, mas algumas pessoas acham que seu uso gera muitas distrações. A melhor alternativa para eles é um microfone de lapela preso à roupa. Infelizmente, a maioria prefere não “usar” o microfone, o que é bastante compreensível.

Assim, resta-nos a opção dos microfones de mesa. Para isso, há alternativas discretas de microfones de superfície como o MX395 ou os modelos gooseneck, como é o caso do MX405 e do MX412. Microfones gooseneck (não custa repetir… sempre com um padrão polar cardioide ou supercardioide) são mais indicados que modelos de superfície porque podem ser posicionados mais perto de quem fala e mais distante de ruídos da mesa, como manuseio de papéis, por exemplo. Ao utilizar microfones de superfície planos, tenha sempre o cuidado de não bloquear sua captação com notebooks ou folhas de papel, e peça aos participantes da conferência para se sentarem perto da mesa.

O desafio de projeto de todo sistema é maximizar o som direto e reduzir reflexos e ruídos ambientes indesejáveis. Um conhecimento básico dos diferentes tipos e padrões polares de microfones pode ajudar você a melhorar a qualidade de som em sistemas já existentes. Para obter mais informações sobre esse assunto, recomendo a leitura de Shure Audio Systems Guide for Meetings & Conferences (Guia de sistemas de áudio da Shure para reuniões e conferências), um material informativo gratuito.

Os benefícios de microfones de conferência sem fio

Ainda que inicialmente mais caros, os modelos sem fio oferecem mais benefícios. Eles eliminam a confusão e o aborrecimento de ter um espaço repleto de cabos. Outro benefício é que eles facilitam o uso de sistemas em locais onde a instalação ou distribuição de cabos não seja tão fácil. Além disso, muitos sistemas desenvolvidos para um fim específico são projetos prontos para o uso, podem encontrar suas próprias frequências disponíveis e possuem sistemas de bateria recarregável que amortizam o investimento com o tempo.

Transmissores Microflex Wireless em estação de recarga

Sistemas sem fio como o Microflex® Wireless da Shure estão disponíveis com transmissores de corpo portáteis, compatíveis tanto com microfones headsets como de lapela, o que aumenta a proporção de som direto em relação ao ambiente quando se move o microfone para mais perto da fonte a ser captada. Já existem muitos microfones gooseneck e de instalação embutida em mesa na versão sem fio, proporcionando muito mais flexibilidade em espaços com assentos.

Uma grande vantagem dos modelos sem fio mais modernos é a disponibilidade de sistemas que podem ser conectados em rede. Os sistemas Microflex Wireless da Shure utilizam o protocolo de rede Dante™ da Audinate, que oferece acesso conveniente à rede corporativa.

A única desvantagem é que a bateria precisa estar sempre carregada. Ao final de cada reunião, os participantes devem colocar seus transmissores no rack de recarga do sistema. É um pequeno preço a pagar pela conveniência e os benefícios de áudio oferecidos pela solução de microfones sem fio, mas é algo a que se deve estar sempre atento.

Novos microfones de mesa e teto

Uma das maiores dificuldades do áudio corporativo é o desejo de reduzir ao máximo as distrações visuais provocadas por equipamentos tecnológicos em geral e, particularmente, por sistemas de microfone. Muitas organizações querem que sua tecnologia seja eficaz, transparente e — se possível — invisível. Isso torna várias das soluções de microfone já descritas aqui inaceitáveis.

Variações de cor do microfone de mesa MXA310

Felizmente, desenvolvimentos tecnológicos como o Microflex® Advance™ estão aqui para ajudar. Bem-vindo ao admirável mundo novo dos microfones de instalação embutida!

Os microfones de instalação embutida reúnem diversos elementos internos de microfones com DSP inteligente e controle por navegador de internet, o que permite direcionar e definir diferentes padrões de captação. E o que é ainda melhor, eles estão disponíveis em discretos modelos de microfone de mesa e teto que não interferem em nada na estética da sala.

A Shure anunciou na feira InfoComm de 2016 dois desses produtos, ambos conectáveis a uma rede Dante por Ethernet convencional: o microfone de mesa MXA310 e o microfone de teto MXA910. Esses microfones de instalação embutida permitem aprimorar a inteligibilidade, pois é possível configurar por software que os microfones “apontem” para múltiplas zonas de captação. Com esse recurso, eles se tornam a opção ideal para uma grande variedade de espaços com assentos.

O MXA310 tem o formato de um disco discreto. Ele oferece até quatro padrões polares direcionáveis, inclusive um novo e exclusivo padrão toroide, capaz de captar todos em volta da mesa. O melhor do padrão toroide (captação em forma de câmara de pneu) é que ele rejeita ruídos emitidos na parte superior do espaço, otimizando a inteligibilidade dos participantes da reunião. Além disso, o MXA310 é bastante útil para reduzir o eco acústico em teleconferências, o que o torna muito eficiente em sistemas de um só canal como Webex e Skype.

O MXA910 representa um enorme avanço na tecnologia de microfones de teto. Microfones de teto não costumavam ser muito eficazes em matéria de inteligibilidade devido à sua distância da fonte de som. O MXA910 soluciona esse problema ao utilizar mais de cem elementos de microfone e um poderoso processamento de sinal para criar a cobertura direcionável Steerable Coverage™, que pode ser mapeada para captar todos os participantes, não importa onde estejam sentados, evitando ao mesmo tempo o ruído de papéis sobre a mesa. O MXA910 possui um formato que se ajusta de modo conveniente a uma placa de forro convencional. Outra alternativa é deixá-lo suspenso a partir do teto. Seja como ele for instalado, o resultado será sempre um áudio “invisível” que oferece excelente qualidade a ambientes corporativos sem arruinar sua estética.

Outro recurso prático para áudio corporativo

Hoje em dia, sistemas corporativos de áudio e vídeo costumam estar a cargo de profissionais de TI. A tecnologia mais recente oferece algumas incríveis soluções para conferências corporativas nos mais variados tipos de espaço, inclusive em pequenas salas de colaboração, grandes salas de reunião ou conferência, salas de diretoria e auditórios. E o operador de áudio e vídeo pode se beneficiar se tiver um conhecimento básico sobre a escolha de microfones e a implementação de técnicas capazes de reduzir queixas relativas a áudio sujo e com pouca nitidez, mesmo em sistemas mais antigos já instalados. Um material gratuito, Shure Audio Systems Guide for Meeting & Conferences (Guia de sistemas de áudio da Shure para reuniões e conferências) contém o tipo de conhecimento que pode colocar você um passo à frente dos demais ao proporcionar à sua organização um áudio com total inteligibilidade e fácil de usar.

Criss Niemann

A carreira de Criss no universo de áudio começou no quarto ano escolar, quando trabalhava na loja de música de seu pai. Desde então, esse músico de múltiplos talentos tem trabalhado atrás de mesas de gravação e mixagem, projetado plataformas de som e luz para audiovisuais, e programado diversos sistemas DSP. Como integrante da equipe de Desenvolvimento de Mercado da Shure, Criss cultiva importantes relacionamentos de mercado no oeste dos Estados Unidos atuando em suporte à tecnologia, seminários instrutivos e palestras.